Passeio Volta à Ilha do Morro de São Paulo 

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Começamos brevemente corridos, passei num lugar para tentar receber um pagamento de despedida e nisso aguardamos um pouco até que a lancha estivesse feita pra nós 10 pelo  marinheiro Deni da Agência Puro Prazer do Paulinho.

Menino dez, acredito ser ele mais novo que eu e o engraçado é nossas vidas basicamente estarem na mão dele, digo: uma família com criança pequena, um casal de maior idade italianos sem falarem português (o que fez eu colaborar com eles com as poucas palavras que sei em italiano e apelando para o inglês quando sem solução, claro, heee), somado a outros três casais bacanas de diferentes lugares de nosso Brasil, arrisco que eram mineiros, cariocas e o outro.. passo. Mas o importante é funcionar, claro!

Piscinas NaturaisEsse dia estava “um tapete”, palavras de nosso marinheiro gente boa, agora digo a verdade, ainda sim vai chacoalhar, se tem algo muito importante pra levar, leve uma sacola plástica e ainda arranje braço para se segurar, ou algo assim e fica pronto pra se molhar com água do mar o passeio inteiro, espirrando, balançando, alguns rindo, outros suando, é só ter isso em mente.

Saindo da Terceira Praia do Morro (que na verdade Morro de São Paulo era o nome do povoado que ali morava e que faz parte da maior e mais importante ilha do arquipélago, a Ilha de Tinharé, que leva o mesmo nome dali), saindo desse ponto vamos para Guarapuá, nossa primeira parada, um vilarejo de pescadores a poucos quilômetros do ponto de partida. Paramos longe de terra, ficamos no meio do mar, mas calma, onde ainda é raso, por isso param ali, para mergulhar com snorkel.

Ai que vem outra importante informação, só param ali para mergulhar quando a maré esta subindo, nesse ponto estamos entre 1,50 e 2,00 metros do fundo do mar, pois se a maré esta abaixo de 1,50 metros, muito raso, seguimos direto para a segunda opção de mergulho – as Piscinas Naturais de Moreré, também no meio do mar, nada em terra. Mata fechada no Norte da Ilha de Boipeba

Quando no mar, ao lado de Guarapuá apreciamos paisagem de corais e peixes dourados, riscados, passando entre nós. Passamos em caminho para outra ilha, que está ao sul de Tinharé, esta conhecida e chamada de Velha Boipeba, muito antiga, ainda preservada sem tanta interferência dos-de-fora, e sim moradores dali mesmo.

Então seguimos sim, para parar em terra, no intermédio entre as Praias de Cueira e Itacimirim, onde normalmente se come lagosta, depois param na Praia de Barra Grande, nesse lugar recomendo comer lagosta, prato cheio, restaurante de um pessoal bacana, comida bem feita, bem servida gente tranquila e preço honesto, no Restaurante Pousada Nascer do Sol – na vila principal em Boca da Barra, ou seja, boca da praia, onde separa o Rio do Inferno e o Oceano Atlântico. 

Restaurante Pousada Nascer do Sol em Boca da Barra - Norte Ilha de BoipebaLagosta fresca no  Restaurante Pousada Nascer do Sol em Boca da Barra - Norte da Ilha de Boipeba

>> Rio do Inferno porque os holandeses querendo ter domínio sobre o vilarejo de Morro de São Paulo da mão dos portugueses, tentavam ir por ‘trás’, ou seja, eles iam pela parte interna da ilha, que a separa do continente, ao invés de ir por mar aberto onde dai tinham os canhões do Forte do Morro, a que fica ao lado da entrada do Portaló, que conseguiam sim impedir o acesso danoso deles.

Ah, e o Rio do Inferno porque quando a maré baixava os barcos encalhavam, logo vinham os indígenas locais para saquearem suas cargas e comerem todos eles, afinal eram tribos canibais, uf, imagina que loucura – aliás interessante ter em mente que esse arquipélago de Tinharé carrega tanta informação intocada que ainda dizem existir povos canibais por ali!!

Isso nos espaços mais inóspitos da ilha, dentre dessas mais a própria locomoção local – que se pode ter uma noção o quão complicado é nesse passeio Volta à Ilha – entende-se o por quê manter somente tais principais locais povoados: Cairu, em Boipeba Monte Alegre, Moreré e Cova da Onça, em Tinharé Gamboa, Morro de São Paulo, Guarapuá, Zimbo, com Galeão junto de outros poucos. <<

Quiosques flutuantes de ostras em Canavieiras

Ostras com Palmito e Queijo em Canavieiras Ostras frescas em Canavieiras Lambretas com Caldo Quente de Verduras em Canavieiras

Passado algumas horas de passeio, começa uma trajetória pelo Rio do Inferno, o qual separa a Ilha de Cairu e Tinharé e param no criadouro de ostras em Canavieiras; prova-se ela fresca ou com palmito e queijo, além também de uma cerveja gelada chamada Proibida junto de umas conchinhas chamadas de lambreta acompanhada de um tipo de caldo de verduras quente.

 

Depois de descer até o sul da Ilha de Tinharé pelo lado que se encontra com o oceano em direção a África, começamos a subir o Rio do Inferno pelo lado interno, que separa o continente da ilha, sentido norte, onde fica Morro de São Paulo.

Convento e Igreja

Após comer ostra fresca em Canavieiras, paramos na Ilha de Cairu, segundo local mais antigo do Brasil fundado pelos portugueses, depois de Porto Seguro (lugar costeiro de grande fama durante os anos 90, mais abaixo na Bahia, região com nome turístico de Costa do Descobrimento), para se visitar a também segunda igreja mais antiga do Brasil, Convento e Igreja de Santo Antônio. Terminando o passeio no píer do Morro para curtir o pôr-do-sol logo na entrada, no Portaló.

2 COMENTÁRIOS

  1. mas que bela viagem. mesmo quase tudo acontecendo por acaso, a cada parágrafo surgia uma.nova surpresa! Gostaria muito de conhecer esses lugares, principalmente pela comida e uma tal Proibida, a cerveja bem gelada, hehehe.

    • Inacreditável, Luti, certo! Sem dúvida um lugar de muitas informações que só conhecemos quando vamos pra lá e ainda sim, se nos importamos em aprender sobre o local perguntando e escutando o que àquele Outro Mundo pode contar, heee. Se programa pra ir conhecer, vai valer, lagosta recheada com acompanhamentos e preço dezzz, e se quiser mais detalhes acredito que posso ajudar. Sobra A Proibida, conheci essa cerveja lá, hoje em dia já conseguimos encontrar por aí, até mesmo em São Paulo, naquele calor ela quebra um bom galho. Obrigado pelo post e abraços.

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