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Sem Ressentimentos. O poder do perdão

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Uma Palavra Que Não Deveria Existir

Das palavras que não deveriam existir, “perdão” é a mais significativa entre elas; não apenas por não ser suficientemente praticada, mas por surgir de uma necessidade em nos purificarmos de nossas mazelas, de nossos erros de uns contra os outros.

Perdão é uma palavra que vem para cumprir a função de nos redimir, com ou sem merecimento. É uma palavra que vem para nos igualar em nossa condição de seres imperfeitos, necessitados da boa vontade e do bem querer de uns pelos outros.

E ainda bem que o perdão existe. Quem, afinal, se beneficiaria com todo o rancor que diariamente nutrimos?

O perdão veio como uma resposta para o defeito de sermos demasiadamente falhos, com a capacidade de escolhermos atingir nosso irmão um dia depois de ele ter nos atingido e de ter recebido o nosso julgamento severo como resposta. O perdão faz bem a quem precisa dele e a quem o concede.

Quem afirma não ter lugar para o perdão em sua vida, e realmente sente em seu âmago a ausência de tal virtude, essa pessoa bebe do veneno corrosivo que a destrói a cada gole, feito do orgulho que domina seu coração.

Tudo muda à sua volta e dentro de você quando o perdão é esquecido ou banido de sua vida. Você se converte numa força que atrai ressentimentos, transformando-se, assim, em um poço eterno de mágoas, alimentando-se de rancores. Devorando-se.

O Rancor, Um Círculo Vicioso

O rancor é uma doença que contamina coração e alma, além de ser fonte indireta de outras doenças catalogadas e explicadas pela medicina. Ou você esperava

que alguém conseguisse se safar das chances de adquirir algo ainda pior, uma vez que se deixou dominar a vida toda por sentimentos ruins?

O rancor é outro vício que podemos incluir em nossa lista já extensa de vícios, com a diferença de que nem sempre afeta seus alvos, que muitas vezes nem sabem de sua existência.

O rancor costuma ser alimentado em silêncio, ainda que se pronuncie de vez em quando.

E aquele que o alimenta pode e costuma envolver todos os lados possíveis numa enorme cadeia de eventos e fatores que culmina neste rancor. Você nunca se magoa de uma vez e somente daquela pessoa em especial. Nunca é tão simples.

Você também pensa naquelas pessoas indiretamente envolvidas em sua miséria factual ou na miséria projetada para si.

Pensa em quem supostamente o ofendeu e também em quem soube do ocorrido e nada disse ou fez, ou em quem, além de não ter evitado o ocorrido, ainda foi o agente que o levou na direção de tal situação.

Também pensa em amaldiçoar até a terceira e quarta gerações de todas as partes envolvidas.

E isso se repete… E se repete… E se repete…

E culmina numa espiral descendente e interminável de ódio, mágoas, rancores e até vinganças disfarçadas de atos de justiça. É…

E o coração continua perseguindo seus desafetos para sempre.

Novamente, O Perdão

O perdão serve tanto para você quanto para mim. Quando perdoamos alguém, é como se um grande peso desnecessário estivesse sendo arrancado dos ombros. É claro que, considerando que você e eu não sofremos de amnésia, dificilmente esqueceremos as circunstâncias da ofensa, mas isso não necessariamente significa que o perdão não tenha sido aplicado aqui.

É claro que, mesmo com o perdão, algumas sequelas podem marcar o futuro do relacionamento entre vocês – entre quem ofendeu e quem foi ofendido. Em algum momento, no caso de alguma sequela ter permanecido viva em você, ainda que bem escondida, você vai lembrar ou será lembrado de ofensas antigas.

Esquecer é uma habilidade dominada por poucos. Não é tão simples. Principalmente quando a ofensa se torna uma tatuagem a marcar nossa alma por muito, muito tempo. Mas a arte do bom convívio tem dessas, e exige de nós um grande esforço diário, constante.

Certa vez, alguém disse que “nenhum homem é uma ilha.”

Agora, tente imaginar se o mundo fosse feito de pessoas que não perdoassem e fossem imperdoáveis. Imagine se todos vivessem ressentidos de tudo e de todos! Teríamos sobrevivido até hoje? A humanidade teria seguido em frente? Pense a respeito.

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